Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 27 Novembro, 2009
Como pôde ao homem ter se dado o direito de escravizar outros homens
de humilhar pelo intelecto e fisicamente com correntes e cadeados outro ser igual a si?
Como pôde ao homem privar outros de viver e usufruir de forma própria
o seu corpo e sua mente que são livres?
Quem ou o que dá às pessoas o poder de se sentir
o soberano, o supremo, se todos são da mesma natureza?
Como eu posso indagar o passado, se no presente
também se priva a mente e o intelecto?
É certo que não se usa mais a força bruta,
a raça, o estado do ser, sua posição social
ou a família que ele tenha vindo a ter
Mas hoje, não sejamos hipócritas,
usa-se a mente para privar a mente,
por correntes de pensamento,
uma batalha de conhecimento
convencimento, força cerebral…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Terça-feira, 24 Novembro, 2009
Eu não sou uma pessoa de implorar pelos meus amigos
achava que esse verbo não cabia a um ser humano
achava o significado desta palavra muito cruel
implorar vem de um sentido de indefeza sem igual
é o mesmo que se ajoelhar em sentido humilhante
e pedir de maneira vexatória algo que não se alcança
Eu fui contra essa atitude por muito tempo
mas como na vida a gente revê conceitos constantemente
nada mais justo do que nesse momento eu pensar direito
Pois veja só… eu não consigo viver sem você
simplesmente não dá para dormir e não pensar
não dá para não olhar o céu e deixar de ver seu nome
Quando o desespero vem, e quando não há mais o que fazer,
quando todas os meus argumentos não convenceram você
ah, eu me rendo… completamente sem defesa
Já não pude mais impor a minha palavra
já não consegui que você a considerasse
já conversei amigavelmente também
mas você não quis me ouvir
Eu falo e você tapa os ouvidos
eu te toco e você foje correndo
eu penso e você bloqueia
eu ajudo e você recusa
já não precisa mais de mim
Mas eu não se consigo viver assim
eu perdi você e não consigo aceitar isso
porque eu não tive nenhuma desculpa
nenhum argumento convincente
E enquanto me for imposto uma situação
da qual eu não sei porque a mereci
eu vou te pedir
volta para mim?
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 21 Novembro, 2009
Trabalhou o dia todo
vinte e três horas de imposto
a renda foi para o leão, literal
a mente já não aguenta o estresse
balconista de lanchonete
Não vê a casa ficar pronta
sonho que tem e não consegue
2 quartos, sala, cozinha, banheiro
nem pede cobertura
Mas o 13° não cobre nem o cimento
sonho cinzento que parece distante
vai ao banco, pede emprestimo
25 mil direto na folha de pagamento
Enforcando o futuro
corda no pescoço
já estava dificil com o pouco
a metade de pouco é quase nada
Mas do quase vai lutando
o quarto pela metade construido
a cozinha ampliada
feijão com arroz a toda hora
Vai na luta trabalhador,
segue seu destino
gastando, construindo
pagando, pagando
o pão que o governo amassou
é pouco, mas come
e segue todo dia depois
do copo de café forte
só para dar ritmo para pagar dívidas….
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 21 Novembro, 2009
Eu tenho cara de bolero, de valsa, de dança?
eu tenho essa marcha nupicial no corpo
esqueça as canções as melodias, tudo isso
deixa seus olhos acompanharem meus olhos,
suas pernas fraquejarem nas minhas pernas
sua boca secar ao ver minha boca umedecida
Cantiga desenfreada, um tanto encabulado, enfeitiça
feliz ou carente, procura contente meu corpo dançante
valsante, melancólico, utópico
É o corpo servindo de copo para a sua bebida
é a fumaça ofegante da minha maquiagem a te impregnar
é o meu silencio que não desce, sólido veneno
entorpecente homem carente que quer beleza paga
Fantasia privada para ser feliz
bolero ou cigana, a dança por um triz
coloca seus sentidos e sentimentos na roda
e quando se aproxima para pedir um trocado
uma recompensa pelo serviço prestado
fascina e enche de adrenalina e esperança
um coração apaixonado
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 21 Novembro, 2009
Eu não vou me submeter às suas regras, às suas ordens infundamentadas
não adianta excércitos armados, meu punhal de inteligencia detona
todas as bombas do destino que parece irremediavel
Só sei que de imediato não me deixo abater
nem que duzentos homens e outros tantos à cavalo
façam-me correr, não adianta, eu me vingo, eu te venço
eu não me vendo a você, nem a sua doutrina,
nem a sua mente maligna que busca poder
Eu não me intimido, quem é tímido é fraco
há de convir que eu não sou dessa classe
faço da arte meu protesto, e antes que eu caia no tédio
deixa eu fechar sem rédias de fim, as frestas da denúncia
de erros seus, de erros sociais que seguem uma cabeça só…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 14 Novembro, 2009
Hoje mergulha no leito
travesseiro encharcado
olhos ardentes
coração queima
Cama pega fogo, de ódio
lençol rasgado, irada
ira calada, agora inundou
represa transbordou, sentimento
Vício maldito, amor não correspondido
iludida, mulher aflita, vê-se sem dignidade
repulsa sobre si, se é assim, odeia-te
Amou quem não devia
desejo que não sacia
precisa de companhia
Companheiro não veio
arrasou-lhe alma, ferida,
felina entristecida, abatida
vencida, vendida, enjaulada
mau amada, destratada,
dissimulada, aos poucos, calada
Morre por dentro, veneno
pequeno deslize, hora errada
fragou-o com outra, esposa?
felina, ferida, amante?
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 13 Novembro, 2009
Andei vendo suas fotos hoje
Senti forte aconchego ao peito
imagens trasmitem conforto
quando se está distante
seu sorriso paralisante, ajuda
Sabe, eu quero que olhe suas fotos também
aquela sua olhando pela janela, parecendo pensar
ah! É de se aceitar que esteja longe!
Como aquela foto me põe a refletir!
por Deus, eu penso:
o que se passa ali dentro do seu ser?
Quer saber, eu não vou insistir em desvendar
esse mistério ainda me faz acreditar que você
pode me fazer parar para ver a beleza de um ser humano..
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Quarta-feira, 11 Novembro, 2009
Não me deixe mentir, eu não suporto mentiras
não me obrigue a isso, nem em nome do amor
amar e mentir não se combinam
quem ama não mente, quem mente não ama
Seremos fracos, fugiremos da verdade
talvez consigamos o que queremos
mas ao preço da mentira, perderemos
Perderemos nosso amor, nossas vidas
cedo ou tarde descruzarão novamente
porque a vida, querida, não une por mentira
Ela tece, dia após dia, verdades para ficarmos felizes
em plenitude, em contentamento, de coração e espírito
constiruremos uma relação falsa por esse método
separaremo-nos, recostruiremos-nos em verdade, adiante
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Segunda-feira, 02 Novembro, 2009
Você é tão carinhoso comigo
eu quero você para todo o sempre
você me faz ser tão querido
eu me sinto tão confortável hoje
Talvez seja porque estou ao seu lado
você me fez tão bem no passado
e agora, depois de casados,
eu não consigo deixar de te amar
A cada dia mais quero seu carinho
você me viciou, amor
foi o calor dos seus beijos
que acalentou essa alma fria…
Nunca esquecerei que você
me aqueceu enquanto eu sentia frio
eu não posso deixar de te agradecer
você tem me alimentado quando eu sinto fome
tenho fome de paixão…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 31 Outubro, 2009
Você está tão mais bonito hoje,
e chama tanto a minha atenção
você está tão marcante em minha memória
como um passado tímido e sem futuro
Mas algo em você mudou, meu bem
eu sinto isso agora, como você fez?
Revele-me esse seu charme, filho
preciso entender seu coração
Eu sei que você não era, amor
e eu pensei que você não seria
o que tem se tornado agora, garoto
Mas você percebe o quanto tem se modificado?
você já se olhou no espelho hoje, querido?
Eu acho que não…
Eu acho que não…
Eu acho que você não percebe isso…
quando cair em si, menino, terá um susto
Assim como eu tive….
assim como eu estou tendo…
nesse exato momento…
nesse momento belo….
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 30 Outubro, 2009
“O amor dá-se de duas formas: Quando você espera e quando você não espera…”
É engraçado… Às vezes me pego sorrindo sozinho ao volante. 40 km/h em uma estrada. São meus pensamentos que resolveram ultrapassar a velocidade máxima da via… Engraçado, quando eu te via. Você não sabia que eu lhe observava.
Discrição total de colecionador-contemplador de uma beleza que só nos é revelada com cautela. Você sentado num banco da escola com uma menina. A beijava deliciadamente, gostasa e um tanto timidamente. Vejo que suas bocas não se encontravam. Suas línguas não compareciam, seus lábios não se encaixavam. Era uma desarmonia de principiante. Mesmo assim se despediram felizes.
Cinco dias depois eu decidi, já desesperado com sua postura de esperá-la todos os dias que se seguiram ao primeiro contato, disser-lhe que ela não viria mais. Sentei-me ao teu lado sem dizer uma palavra sequer. Enfim você suspirou e desabafou: – Por que ela não vem mais? – Ela está tão perdida quanto ti.
Bastou para que ele se encontrasse antes de voltar àquele banco…. E quando por fim se achou, lá estava ela.
Hoje eu dirijo a 40 km/h sorrindo para o amor.
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Quarta-feira, 28 Outubro, 2009
Eu chego em casa mais cedo só por você
e adianto o meu dia só para ter mais tempo
e cancelo comprimissos só para te ver
Eu vejo a hora toda hora só para te encontrar
e fico angustiado toda vez que você partirá
porque eu sei o que tempo vai passar
e você terá que me deixar
Apesar de ser só por pouco tempo
isso me sufocará…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Segunda-feira, 26 Outubro, 2009
Garoto, meu sonho é tê-lo ao meu lado
oh garoto, meu sonho é poder correr contigo
pelos campos e encantos da vida
Garoto, meu sonho é tê-lo por perto
pra saber que, ah garoto, isso me faz segura
e mesmo que eu não saiba o impacto das minhas palavras
ah garoto, não importa, o impacto maior você já fez
Baby, você encantou meu coração
e somos só nós dois em minha mente, baby
mais ninguém no meu sonho perfeito
baby, apenas eu e você
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Domingo, 25 Outubro, 2009
Rita tu que és sensata
venha cá e me arrasta para o teu leito
mostra-me com tua experiencia
que o teu seio não só amamentou
mas que com o passar do tempo
esse teu argumento sedutor,
perdoe meu abuso,
também ampliou meu apetite por ti
Rita que de rima se fez
diga-me se é insensatez essa declaração
diga-me se o dono do teu coração tem idade pre-definida
porque se permite, minha jovem senhorita,
essa tua adrenalina de anos a fio
encanta-me desde que eu venho do berço…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 24 Outubro, 2009
Me esquenta com jeitinho no canto
e quando eu gemer baixinho em pranto
em pleno orgasmo, que eu fique tonto
mas se for falta de membro, que eu fique longe
Me acerta, me faz seu homem
me engata a marcha que eu alavanco
que você se encaixe naquele ponto
e que a desgraça se faça valer a pena
Porque um erro cometido, se bem fodido, é um erro
mas que pelo menos essa falha seja prazerosa
porque dos erros o que a gente guarda é parte gostosa…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sábado, 24 Outubro, 2009
Eu só quero uma parte do seu corpo, a boca
porque na boca a gente resolve quase tudo
Se não estiver bem a gente fala
Se quiser orgasmo a gente chupa
Na boca a gente resolve quase tudo
é a única parte do seu corpo que interessa
Porque se precisar de água a gente bebe
e se precisar de arrepio a gente lambe a nuca
Porque na boca a gente se realiza
e as nossas línguas brincam de foder
Porque, meu bem, eu repito nessa estrofe
com um pouco de sorte, nessa boca eu me afogo…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 23 Outubro, 2009
São linhas e comandos
e cada um sabe um tanto
todos experientes
formaçao precoce
Sistemas operacionais
redes, problemas resolvidos
virus solucinados, programas travados
Boot de ideias são assim
iniciaçao de conceitos
convencimento de ser o melhor
O site mais leve, ágil e cleen
o PC mais potente, dois pentes de 4GB
processador 2 duo core
corre, tudo vai rodar
corre, há incompatibilidade
Um bug na página do banco
o dinheiro que eu nem saquei
acabaram de roubar, invadiram o bankline
só nos resta aceitar, não há lei que prenda
um internauta acolá
Se eu sei com quem converso
a versão de mim que eu vou apresentar
está muito além do meu tempo
não sou beta, sua besta, eu resolvi me vazar
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 23 Outubro, 2009
Iniciando sistema operacional
carregando globo ocular
imagens nitidas carregadas
Iniciando processo de levantamento
processando perda da capacidade de dormir
abrindo o sistema nervoso central
enviando arquivos de despertar
Aguardando resposta….
Arquivo enviado com êxito
Calculando força necessária para sair da cama
queda de energia crítica
possível perda de dados
analisando cerebro rígido
Pane operacional
impossível acordar…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 23 Outubro, 2009
Todos os sons e todas as melodias
serão mínimas para encantar seu coração
porque de todas as canções que eu ouço
uma frase me faz lembrar você
um grave alongado me faz te ver
Caminhando nas praias desertas
afundando meus pés na areia
sentando à beira-mar, eu vou pegar meu violão
para recitar qualquer verso, qualquer refrão
Eu vou fazer com que meus sentimentos se afoguem
quem sabe essa falta de sorte de não te ter aqui comigo
me faça mais compreensivo, capaz de entender
que mesmo sem você, eu penso, eu sinto
sua presença, seu abrigo a me aquecer
E quando percebo o sal do mar me envolvendo
eu lembro do nosso beijo-veneno
que me fez te perder
Por que beijei aquela moça à força
o antidoto ainda nao estava pronto
Que tonto eu fui…..
engoli veneno
Agora o mundo é pequeno sem você aqui
a perdi para sempre…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: Sexta-Feira, 23 Outubro, 2009
Que bom ter você aqui hoje
faz tempo, eu esperava por isso
foram alguns anos se passando
mas no fim de tudo eu ainda ansiava
retorno
Passei por verões frios
e outonos coloridos
primavera sem flores
invernos sem abrigo
Procurei as velhas cartas trocadas
pedaços de papel com carinho extinto
vi minha única forma de calor
num triste passado, vazio
Era nossa forma de romance
tão juvenil e tão precoce
que na primeira pedra pela frente
mudou nosso caminho
Ah que pena nossa insegurança
de por cima da pedra não ter passado
que triste ignorancia
termos ido cada um para um lado
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