Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 07 fevereiro, 2010
Enquanto você recebe dinheiro
enquanto você recebe reconhecimento
enquanto você tem a todo momento
os olhos voltados para as suas necessidades
Eu só peço que viva o melhor que puder
se quiser, aproveita, aproveita mesmo
se você pode desfrutar, desfrute
enquanto der, faça, queira, consiga
Eu só peço que seu coração
ah, que ele bata rápido
que ele fique descompassado
em um beijo apaixonado
Que você beba quantas cervejas quiser
que fique bebado se puder, vale a pena
curtir a vida é bom, é o que se deve
Mas se vier a partir
se sua vida se cansar
dessa adrenalina
desse ir e vir
Eu peço que antes de se entregar
você possa dizer para alguém próximo
que irá me ajudar
Por favor, eu peço
já que seu corpo descansará
por favor, deixe o meu descansar
Por favor, eu imploro
sua morte será sem dor
enquanto a minha, eu vivo agora
Por favor, já que não terá mais utilidade depois que ir
por favor, entenda que para mim terá, e se puder
por favor, se não for egoísta, cesse o meu pedir
por favor, doe para mim o que ainda funciona
enquanto você estiver dormindo eternamente
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Acabe com a dor do próximo, doe órgãos!
Para ser um doador, avise a sua família.
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: quarta-feira, 03 fevereiro, 2010
Eu vejo meninos iludidos
almas aflitas, perdidos
artilharia pesada
alma penada com o futuro entregue
Balas à venda na lachonete
tiros de ak-47, marchem!
Sim, senhor!
Matem e defendam
morte por encomenda
trajados de verde
sede de sangue
Olhos profundos,
o primeiro morimbundo não se esquece
o primeiro tiro no peito nos empalidece
Sangue frio, não cesse
falta matar mais 947
Que um corpo caia
que os olhos inimigos se fechem
que eu sinta prazer em tirar vida
brincar de capeta, brincar de tira
brincar de demonio, dar risada
de um corpo putrefato
Que eu pague pelos pecados em outra vida
porque a saida será queimar carma uma encarnação inteira
nessa já não dá mais tempo
Tenho que obedecer o sargento
ou, eu lamento, e vou para o saco
me darão veneno, câmara de gás lacrimogêneo
traidor da pátria….
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: quarta-feira, 03 fevereiro, 2010
É fase, chocolate e filme drámatico
ódio incensato, só porque ligo um minuto atrasado
é fase, é birra, sei que essa ira é de felina
que não se controla, é hora de se assumir
Diga pra mim que você já não cabe em si
que precisa gritar, precisa sumir
então diga pra mim
que está virando mulher
Diga que se sente um bicho qualquer
que está feia e engorda, embora a balança minta
ela mostra 53 parecendo 106
Então diga pra mim que não se suporta
é hora de se trancar em si
se descontaminar de mim
dizer que não presto
que esse amor não vale a pena
Que você merecia mais
o que eu faço ninguém faz
mesmo que eu nada tenha feito
Que jeito, senão entender,
que jeito senão entender você
mulher é meio estranha
tira folhas do calendário
em um ato lendário de tentar se conhecer
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: terça-feira, 02 fevereiro, 2010
Tu que és maduro, sabes bem que amor seguro é o melhor que há
para que as inexperiências das minhas jovens colegas
se homens de quarenta já sabem transar?
Sei que pretendes alegrar-te com submissão e dor
desfalecer corpos jovens, sendentos de calor
mas não sejas covarde, venha para o seu nível
Se conseguires me calar de prazer, prometo-te,
não precisarás me pagar, venha, não seja covarde
sei que minha cama arde, não tente vingança
Se vives só, que culpa têm minhas colegas de prostíbulo?
Sabes bem que elas não suportarão sua selvageria masculina
Tenha coragem, se esta arte é ousada, venha me fazer essa graça
Teste a si mesmo
Ponha seu membro firme para brigar com a minha arma firme
Quero ver quem vai ganhar, eu insisto
se quiseres um desafio, eu deixo por conta da casa
A minha maior recompensa, minha maior graça
será te derrotar no seu mundo, sou fera, tenho vida
essa dívida quero acertar, não cometa injustiça
Seu corpo, minha carniça, eu quero praguejar
eu vou diminuir sua petulancia,
de achar que comer estas pobres crianças
é motivo de se orgulhar
Só para se gabar para os seus amigos
que as prostitutas do meu prostíbulo
não conseguiram te aguentar
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 31 janeiro, 2010
É possível viver sem andar
é possível viver mudo
é possível viver cego
é possível viver surdo
Só não é possível viver sem pensar
sem respeitar as diferenças do mundo
ouça o que eu vou te contar
o pior de tudo é ser défit ciente
Porque ainda não é possível viver sem cérebro
embora muitos insistam em usar apenas parte dele
é ironico dizer, mas déficit ciente se escolhe ser
Mas é possível lidar com deficiência
eu repito: é possível nos entender
basta, você, simplesmente querer
O que me deixa mais intrigado
o que eu estive a pensar agora
é que todos aqueles que são ‘completos”
não admitem perder para uma pessoa
que tem um sentido a menos
Veja quanto sem sentido você é
tem todas as possibilidades de batalha
mas joga tudo isso nas águas do preconceito
é falta de respeito consigo mesmo
Tem tudo para batalhar e menospreza o meu direito
de ser cidadão igual a você com um pouco mais de jeito
o jeito brasileiro aguçado para superar os seus erros
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: sábado, 30 janeiro, 2010
Você não sabe o tanto que eu preciso dizer
a massa que está entalada na minha garganta
ela precisa sair, precisa sair de mim
Não foi falta de confiança, foi momento
criança, obrigado por existir, criança
apenas obrigado, por tudo, simplesmente
Hoje eu posso falar abertamente
hoje me permito te dizer
coisas que eu não diria se
fossemos apenas amigos
Quero que saiba que esse dia me marca
não só pelo que você fala, não apenas palavras
Tudo hoje foi ajuda, conspiração que entrou em ação
Quero que sinta que segurei suas duas mãos hoje
e que ao tocá-las, olho no fundo dos seus olhos
e me sinto seguro, simplesmente, criança
Saiba acima de tudo, que nossa música
aquela que embalou as nossas conversas
só hoje entendi o sentido completo
quem de nós dois hoje não está certo
que a nossa amizade tomou o rumo correto….
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Esse poema eu vou marcar com uma mensagem, como poucos que fiz, porque tem um significado tão grande que apenas um poema não foi suficiente para revelar tudo o que eu sinto….
E por mais que eu não diga seu nome nessas linhas, por vergonha, talvez, de [ainda] não revelar ao mundo tudo o que sinto por você, somente você vai entender o real significado desses versos da forma como eu queria tocar seu coração….
A você, que eu prezo e quero sempre…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: sexta-feira, 29 janeiro, 2010
Eu sei que essa situação é difícil
viver qualquer vício destrói
o que eu posso fazer?
a vida constrói amores alucinógenos
E quanto mais eu quero estar perto
você me foje, amor, foje de mim
e quanto mais quente eu espero ficar
mais fria, amor, meu amor
Então me diga?
em que armadilha cai?
diz meu bem
mata essa curiosidade
Eu sei que não foi maldade
na falta de carinho e de ombro
ficamos um pouco tontos
caimos nos braços alheios
Então, por que desse vício?
sabíamos que era passageiro
sabíamos que era diversão
pena que o coração não sabe ler essa linguagem
Sacanagem, tudo para ele é paixão
Então me perdoa
se te faço de tola
se brinco à toa, querida,
Tudo não passou de impulsão…
Agora eu entendo
ser fria é um reflexo
é o espelho da enganação
é mesmo o que eu mereço
Você não precisa ficar desse jeito
a culpa é minha, somente, querida
eu me aproveitei da situação
E agora que você acorda e não sabe quem sou
eu mereço mesmo essa desconsideração
porque o que fiz com você
não se faz com ninguém não,
eu admito, coração
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: sexta-feira, 29 janeiro, 2010
Deixa eu dizer que te amo
porque isso me faz bem
deixa eu te fazer bem também
dizendo a ti que te amo
Porque palavras doces
fazem bem a mim e a ti
porque palavras de amor
quebrantam nossos corações
Em todas as canções de amor
ouço seu nome no fundo da alma
e todas aquelas melodias
lembram-me momentos juntos
Deixa eu dizer que te amo
enquando meu coração está aberto
deixa eu transmitir minha paz de espírito
porque a você eu dedico meus sentimentos
Tudo o que eu faço por você é profundo
tudo é verdadeiro, eu juro
deixa eu dizer que te amo
enquanto ainda há tempo
Amanhã não sei se terei palavras
amanhã não sei se você aceitaria
deixa eu dizer hoje, porque amanhã
amanhã pode ser que eu não diga
Amo você simplesmente….
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: segunda-feira, 25 janeiro, 2010
- Fogo?
- Tenho, senta aí.
- Fuma há muito tempo?
- Comecei essa semana – desdém e sorriso amarelo.
- Dores do amor?
- Talvez – uma tragada
- Tem nome?
- Tinha, quero esquecer – fumaça
- É por isso que fuma, não é?
- Cigarro mata o cérebro. Não é isso que dizem? – outra tragada sem jeito.
- Eu fumo há trinta anos.
- E aí?
- Ah, o amor! – gargalhadas – trinta anos, cara! TRINTA!
- E o resultado?
Uma tragada profunda e a resposta:
- Ainda sei o nome dela, mora com outro. Teve dois filhos, sabe. Engordou alguns quilos. Usa vestidos estampados, acredita? Ah, e isso aqui – mais uma tragada – foi a única coisa que me sobrou dela. Nós fumavámos há trinta anos. Ela parou, mas há trinta anos não me esqueço dela…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 24 janeiro, 2010
Só não me faça sentir medo
não me faça sentir calor
não me faça ter piedade
por falta de amor
Só não me faça ameaças
só não me perturbe por farsa
só não me faça chorar
só por raiva
Não me faça ter pensamentos ruins
só não me faça ser assim
amarguras de vida adulta
lembranças da vida à dois
Não me faça perder a alegria
de correr na folia
de viver a minha vida
livre
Quer saber, não me faça lembrar você
vá embora, não me faça mais te encarar
não me faça brigar, que eu não gosto
não me faça ter ódios momentaneos
Só não me faça chorar oceanos
porque você não merece
Anda, vê se me esquece
desaparece
Não me aceite de volta
só não me faça lhe procurar
se eu voltar atrás na minha palavra
Só vale me maltratar
Porque eu ja vivi essa novela
já sofri esses dramas
mas por falta de carinho
eu revivo esse vício essa trama…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: quinta-feira, 21 janeiro, 2010
Acordei hoje de manhã
me encarei no espelho
não vi mais a minha imagem
Virei miragem de pessoas a minha volta
Hoje eu constatei
que não importa o que eu faça,
pode ser até ajuda humanitária
se eu não me curar de mim, nada vale
Hoje eu descobri que sou poeta
ainda que por frestras de revolta
ainda que eu feche a porta
ainda que eu não entre,
eu já me tranquei
Hoje eu escrevo,
poderia ser melancolia
poderia ser tragédia
poderia ter platéia
Só me resta a minha leitura
Preso em mim estou
enforcado, sou um mago
que pretende fugir das
próprias correntes
Perdido nas minhas ideias
meus ideais embaralhados
talvez eu fique aqui calado
ouvindo a minha própria voz
Quem sabe um dos tantos nós que habitam em mim
desate e me solte, e me permita fugir do meu tanque
enquanto a água não me afogue a alma angustiada…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: terça-feira, 19 janeiro, 2010
“Porque o que me mantém vivo é o amor das pessoas que me cercam…”
Você tem amigos? Sim, amigos mesmo. Pessoas de real significado. Não seu colega de classe. Não aquela pessoa que você joga conversa fora depois de um dia cheio. Estou querendo que veja o seu amigo. Talvez se tenha apenas um, dois, se tiver sorte. Esqueça os temporários também. Não pelo tempo que convivem, mas pela pouca intensidade que tem. Não quero saber daquele que você conhece há três anos, e se for perceber só esteve com ele realmente um ano e meio, ou menos. Esse você não conhece. E então talvez você lembre, agora, do amigo que eu quero mostrar.
Aquele que você vive um ano em um dia. O amigo que você não sabe, mas sente. Na alma. No coração. Aquele ser que você disse, muito prazer, tendo a sensação mais forte da sua vida. De que ia dar certo. De que encontou alguém que possa partilhar não só a sua vida, mas também todos os seus sentimentos mais profundos. Ah, que graça é a amizade, não?
Veja só, é quase um romance, percebe? Tem todos as caractéristicas… A pessoa amada, a entrega, a felicidade de encontros, da palavra certa, do silêncio certo…. Talvez você me diga que o que difere amizade de amor, paixão, seja o desejo sexual, o apelo pela cama, pela luxúria. Não, não é isso. Quantos de nós, em determinado momento, já não confundiu esses sentimentos? Amizades intensas têm o poder de embaralhar nossos sentimentos. E o que era amizade, em momentos, vira paixão. E novamente amizade. E de novo paixão. E amizade mais uma vez. Até você que é sincero. Chama o amigo para uma conversa franca. Olho no olho. Expõe todos os seus sentimentos, todas as suas dúvidas, os seus anseios, e tudo aquilo que está preso entre o coração e a garganta. E é ouvido. Sem máscaras. Sem julgamento.
Está ai a diferença: Em ambos relacionamentos há entrega, forte, vívida, alucionógena. Sonhadora. Mas, por mais que se entendam, os namorados, casados…. Eles jamais consigirão deixar o ego e de lado. Inevitável que se diga com restrições, com certos receios. É o medo de se perder a relação que tanto lutaram para conseguir. Foi aquele ex-namorado que você desbancou, os pais da moça que você convenceu, aquele jantar chato que você foi só para agradá-la, e tantos outros sacrifícios que marido e mulher fazem para se manterem unidos…. O que não acontece aos amigos….
Ah, os amigos…. Ser você sem medo de reprovação, livre. Desagradar? Não existe essa palavra entre amigos. Com amigos você vacila. Pisa na bola. Com amigo você dá mancada. Ser amigo é assim, liberdade… É voar sem destino. Ser amigo é ser tranquilo, leve…
Ter amigo é ser como um passarinho que consegue escapar da gaiola sozinho, vencendo a inteligencia humana…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: quarta-feira, 06 janeiro, 2010
Atenção:
O poema a seguir é destinado a maiores de 18 anos por ser considerado material adulto. Caso não tenha atingido maioridade, favor não prosseguir, ou estar ciente de que esta publicação não é destinada a menores de 18 anos pela constituição brasileira.
Jefferson de Souza
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Vem fazer sexo comigo?
vem nessa orgia, nesse frescor
sentir meu sabor se misturar com o seu
seu cheiro impregnar no meu seio
Acha que sou prostituta, qualquer vadia
uma puta mal comida, oferecida, dada?
Não, eu não quero seu dinheiro seu porco imundo
eu só quero o prazer do sexo com algum desconhecido
O que tem demais?
Interpreta mal mesmo, sua opinião não vale muito
sua boca só me serve de lubrificante, é desconsertante, eu sei
saber que sua palavra nada significa lhe doi?
Acho que você está perplexo, não?
Isso é falta de sexo, garanto!
Tá em choque? Não entendi…
Olha só a sorte que você tem!
Quero ser comida, não entendeu?
Vai ficar com essa cara de pamonha?
Que vergonha, você não é o homem que eu quero
Vou procurar outro alguém, você perdeu a oportunidade
Que maldosa Carmem, batom vermelho escuro
Unhas vermelho luxúria, que pena, que formosura
Ficou patetando, perdeu a chance de ver Carmem
Gozando….
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: quarta-feira, 06 janeiro, 2010
Eu não vou chorar por voce, não
cansei desta solidão, sou eu que insisto
sei que para você acabou paixão
Eu não vou insistir, deixo, eu lhe deixo ir
não me procure mais, não temos mais nada
eu já não temo mais a singularidade de estar só
Ainda me resta uma vida inteira, novos amores
novas rimas e novas lágrimas para beber
e salgar o meu viver
Já que chega, por você eu não choro mais
já que chega, já é tarde demais, já chega eu escolhi
vou viver assim rindo, assim dançando
assim querendo ser somente, somente….
eu novamente….. feliz
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 03 janeiro, 2010
23:05. Volto novamente. Não consigo dormir, não consigo pensar, não consigo fingir. Apenas olho para o teto do meu quarto e desvio o olhar pela janela. Só para ver a lua. Só para tentar decifrar seu nome nela.
Sabe, o riso que agora me vem ao rosto é melancolia, desespero disfarçado, sabor da agonia. De não te ter mais ao meu lado, de não te ter nem sequer de dia.
Engraçado como vivemos tão ferozmente. Assustadora a nossa entrega em certos momentos. E agora, o que nos resta senão apenas desprezo?
Eu aqui olhando para as paredes, não conseguindo conciliar o sono, pensando em você, fazendo-me de tonto. Enquanto você, aonde será que está? Será que consegue dormir? Será que consegue pensar? Será que pensa em mim? Será que ainda esconde o meu amar?
Mal entendidos nos afastaram… As poucos lembranças que tenho já estão se perdendo, já estão fugindo… É a falta do sono, não ter você mais aqui comigo está me matando…
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 03 janeiro, 2010
Vem do ventre da família, que ironia
que impacto, que agonia, minha prima
vem do berço da minha tia
Vem o amor proibido, condenado
vem o amor ceifado pelo preconceito
acham que é falta de respeito
que é pecado, que jeito
incesto
Apaixonado, nas suas veias também rola meu sangue
que desengano, que tristeza, duas vidas, a mesma certeza
fugiremos, destruiremos sobrenomes, teremos filhos co-de-nome
Que culpa temos nós?
Diga-me, que culpa?
Diga-me, cairá sobre nós
a desgraça, a desordem?
Nossos DNA’s se conflitarão?
que doce ilusão em pensar
praguejar nossa relação
Amor de primo, parente, irmão
Abençoado poderá não ser
nosso amor pagão
Tem nome, tem condição
incesto é a definição
mas entre nós só uma resposta
Paixão
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 03 janeiro, 2010
Bom dia, leitores
Começamos o ano de 2010 com mais cuidado. Vocês devem ter percebido que eu não postei nada no natal e só agora tento redigir um texto de ano novo….
Bem, acontece que minha principal meta para os próximos meses será o amadurecimento da forma de pensar e apresentar poemas. A ideia central é ser forte, chocar, aprimorar e fortalecer o meu compromisso de levar até você aquilo que todos sentimos e poucos sabem transformar em palavras: O amor, o ódio, a compaixão, a sinceridade, a vulnerabilidade humana, nossos medos, anseios, nossas metas, nossa força de vontade, nossa insistência, nossa impaciência em colocar em palavras o que pensamos e tentamos, mas não conseguimos por mais que escrevamos…
Que o ano de cada um de nós seja aquilo que merecemos a partir dos nossos próprios atos.
Que Deus nos ajude em mais essa caminhada.
Com carinho,
Jefferson de Souza Gomes,
O autor
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: terça-feira, 15 dezembro, 2009
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: domingo, 29 novembro, 2009
Você de vermelho é a coisa mais linda
essa cor agressiva me deixa perdido
veja só, cabelos ruivos, unhas vermelhas
camisa de seda cor de vinho
Que tentação essa cor com você
vermelho cor de fogo, paixão
você, coração, me deixa perdido
vejo-lhe sangrar pelas pernas
desperdiçar novas eras, filhos
Mas voltando a você
eu não sei o que fazer
quando lhe vejo,
meu coração palpita
eu quero que a próxima
fita de pensamento me leve
me lave em seus lábios
e me seque em seus olhos
sedentos de amor
Publicado por: Jefferson de Souza Gomes em: sexta-feira, 27 novembro, 2009
Como pôde ao homem ter se dado o direito de escravizar outros homens
de humilhar pelo intelecto e fisicamente com correntes e cadeados outro ser igual a si?
Como pôde ao homem privar outros de viver e usufruir de forma própria
o seu corpo e sua mente que são livres?
Quem ou o que dá às pessoas o poder de se sentir
o soberano, o supremo, se todos são da mesma natureza?
Como eu posso indagar o passado, se no presente
também se priva a mente e o intelecto?
É certo que não se usa mais a força bruta,
a raça, o estado do ser, sua posição social
ou a família que ele tenha vindo a ter
Mas hoje, não sejamos hipócritas,
usa-se a mente para privar a mente,
por correntes de pensamento,
uma batalha de conhecimento
convencimento, força cerebral…
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